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Random pieces of me

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Acampar

     Este fim de semana fui acampar no Alentejo. Foi uma experiência completamente nova, visto que nunca o tinha feito na vida. Sempre quis experimentar e fiquei muito entusiasmada quando a oportunidade surgiu! Fui com familiares experientes, o que facilitou bastante todo o processo.

     Gostei bastante desta experiência! É super agradável, especialmente quando se gosta de estar em contacto com a natureza e quando se tem o "equipamento" certo. O sítio era simplesmente lindíssimo, nem tenho palavras... Saí dali com imensa vontade de acampar mais vezes, especialmente de experimentar ir com o meu grupo de amigos.

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Férias de verão, sejam bem vindas!

     Depois de um semestre do inferno com cadeiras horríveis, estou finalmente de férias! Ainda nem acredito! O meu 2º semestre do 2º ano está feito! As notas não foram as melhores, mas tendo em conta as circunstâncias, não me vou martirizar com isso. Agora é aproveitar bem as minhas merecidas férias de verão!

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Amar e ser amada

     Nunca pensei que algum dia viesse a ser capaz de ultrapassar os meus traumas, de me entregar a 100%, de corpo e alma, e de amar tanto alguém...genuinamente, não achei que algum dia seria possível. Achava que ia ficar presa aos meus traumas para sempre, mas afinal consegui ultrapassá-los...não foi nada fácil e demorou alguns anos, mas todo o meu investimento em mim própria valeu a pena. É tão bom experienciar isto...amar alguém e ser correspondida a 200%...ter alguém que nunca me faz questionar do seu amor por mim, que me dá segurança e estabilidade, que está sempre presente nos bons e nos maus momentos, que me apoia incondicionalmente...nem parece real. É tudo tão perfeito na sua imperfeição que é difícil de acreditar que o que estou a viver é real. Nós temos tudo: amor, paixão, confiança e química. É tão raro conseguir algo assim! Sinto-me tão, mas tão sortuda... Sinto-me tão bem com ele...tão amada, tão feliz, tão protegida, tão confortável... Amo-o de verdade, não tenho qualquer sombra de dúvidas, e isso é um aspecto fundamental para mim. Nunca tinha estado com alguém sem ter dúvidas e ansiedade, e agora não é assim, de todo mesmo. Agora não tenho dúvidas, nem receios...ele transmite-me calma, segurança e protecção.

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A minha relação com comida

     Não tenho uma relação saudável com comida. Na realidade, não sei se alguma vez tive. No entanto, isto salientou-se mais na adolescência. Sempre fui uma trinca espinhas, mas com a puberdade comecei a ganhar curvas que me assustavam, devido ao estereótipo de beleza tão intrínseco na nossa sociedade. Nunca tive peso a mais, nunca fui gorda, e o meu lado racional tem consciência disso, no entanto, sempre tive uma voz na minha cabeça que me dizia que era gorda, simplesmente porque deixei de corresponder às expectativas, deixei de ser a "típica magra". Alarguei um pouco, e passei a ter um peito considerável e a ter curvas. Isto era particularmente difícil para mim porque a minha mãe e a minha tia correspondiam (e ainda correspondem) ao estereótipo de beleza da sociedade, assim como uma boa parte das minhas amigas na adolescência. Isto foi um dos impulsionadores da minha relação pouco saudável com a comida. Tive várias fases...tive a fase das dietas, a fase do "binge eating" e a fase da ortorexia.

     Na fase das dietas, eu ainda não sabia muito sobre nutrição. O pouco que sabia tinha aprendido com a minha mãe. Olhando para trás, não sabia mesmo o que estava a fazer. Um ponto positivo é que nunca deixei de comer. Nunca achei que isso fosse solução, e ainda bem.

Talvez devido ao défice de nutrientes, ou talvez por causa do stress (ou quem sabe, ambos), desenvolvi comportamentos de "binge-eating". Dava por mim a ter episódios em que não conseguia parar de comer, ao ponto de ficar tão maldisposta e tão cheia que tinha vontade de vomitar. Porém, nunca o fiz. Sentia culpa e ódio por mim própria. Nunca contei isto a ninguém, pelo menos não até bem mais tarde... Eu sabia que não podia continuar assim, e tentei arranjar uma solução para este comportamento. A minha solução foi aprender o máximo possível sobre nutrição e começar a fazer uma alimentação saudável, banindo completamente alimentos não saudáveis, porque funcionavam como um "trigger". Bastava comer um, para ter vontade de comer o frigorífico inteiro. Não foi uma solução muito equilibrada, mas funcionou até certo ponto. O problema é que a minha solução tornou-se num novo problema. Comer saudável tornou-se uma obsessão. Analisava minunciosamente os rótulos de todos os alimentos, planeava todas as minhas refeições, passava o dia a pensar em comida, só queria colocar no meu corpo os alimentos mais puros e saudáveis. Chegava mesmo a preferir "passar fome" se não houvesse nada saudável por perto, do que comer algo que eu considerasse "demoníaco". Se eu comesse nem que fosse um quadrado de chocolate achava que tinha engordado 5kg, sentia-me inchada e sentia-me mal comigo própria, sentia-me impura. Era muito exaustivo, ainda mais porque de vez em quando ainda tinha comportamentos de "binge eating". Muito tempo depois, percebi que a minha obsessão com alimentação saudável não era de todo saudável. Foi um processo lento e demorado, que, na realidade, ainda está em decurso, mas felizmente a obsessão desapareceu (pelo menos na maior parte), assim como os comportamentos de "binge eating" (também na maioria). Agora tento ser mais equilibrada. Tento manter o hábito de comer comida saudável (que eu tanto adoro!), mas não me impeço de comer coisas não tão saudáveis e tento não encará-las como um demónio/inimigo. Na maior parte do tempo, até tem funcionado bem, mas continuo a ter, dígamos, "momentos de fraqueza"...não só no que diz respeito à alimentação saudável, mas também relativamente ao "binge eating". Um dos meus maiores "triggers" é vir para casa do meu pai. É dos poucos contextos nos quais eu ainda perco o controlo. Já pensei que talvez fosse por ter tantas opções não saudáveis cá, mas há outros contextos nos quais tenho isso e que me consigo controlar perfeitamente. Assim sendo, não percebo muito bem porque é que vir para aqui é um "trigger" para mim, mas a verdade é que é. Ao mesmo tempo, também é verdade que há vezes em que venho e me controlo melhor que outras. No entanto, ainda não consegui identificar os factores que influenciam isso. Isto tudo à conclusão de que vim aqui escrever sobre isto porque desde que vim para cá ontem perdi um bocado o controlo...mas bom, isto é tudo um processo, certo? Cheguei até aqui, conseguirei ultrapassar isto a 100% um dia...

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Desmotivação

     Ando super desmotivada...nunca estive assim desde que entrei para a faculdade. Mesmo quando fui diagnosticada com depressão, ao menos encontrava algum conforto no trabalho que a faculdade me dava. Este semestre não tenho nada a que me agarrar...detesto TODAS as cadeiras, não sou fã do meu horário e tenho uma enorme dificuldade em estar concentrada nas aulas, e pior ainda, de aparecer sequer. Como se costuma dizer, quem corre por gosto não cansa, o problema é que não gostando de literalmente cadeira nenhuma, é muito complicado correr. Este é, sem dúvida, o pior semestre do meu curso em termos de cadeiras... O pior é que não sei como ultrapassar esta desmotivação, e a verdade é que o semestre tem de ser feito...não sei onde vou arranjar força para isto.

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